Exames que podem ser solicitados para complementação do diagnóstico

O seu oftalmologista pode precisar de mais informações sobre o seu olho e sua visão, que vão ajudar a excluir algumas doenças e fazer o diagnóstico correto do seu problema. Para isso, poderá solicitar alguns exames complementares, tais como: 

  • Angiofluoresceinografia: este exame auxilia na identificação e no diagnóstico de lesões ou anomalias na retina. Para sua realização as pupilas são dilatadas com colírios específicos e um contraste especial é injetado na veia do paciente. Após alguns segundos, o contraste atinge os vasos oculares e são realizadas fotografias do fundo de olho – através de um retinógrafo – que permitem a observação detalhada dos vasos sanguíneos da retina e coroide. É indicado para o diagnóstico, acompanhamento e planejamento de tratamento de pacientes com retinopatia diabética, alterações na retina por hipertensão arterial, oclusões vasculares retinianas, alterações da mácula e tumores oculares.
  • Campimetria computadorizada: este exame é realizado em um aparelho chamado Campímetro e consiste da projeção de pontos luminosos de diferentes intensidades em uma cúpula. Durante o teste, uma luz no fundo do aparelho é emitida para que o paciente mantenha a visão focada nela. Assim, ele terá que acionar uma campainha em sua mão à medida que conseguir identificar os novos pontos de luz que surgem na cúpula, mas sem movimentar os olhos para os lados, encontrando as luzes apenas com a visão periférica.  O objetivo é identificar alterações do campo visual, auxiliando no diagnóstico e acompanhamento da progressão do glaucoma, das doenças que afetam o nervo óptico e a retina e também de doenças neurológicas.
  • Ceratoscopia Computadorizada: também chamada de Topografia da Córnea, é o exame que mostra, ponto a ponto, as variações da curvatura corneana, permitindo o diagnóstico de patologias como astigmatismos irregulares e ceratocone.  É também muito utilizado no pré e pós operatório de algumas cirurgias e na adaptação de lentes de contato. O aparelho não toca o olho e o exame não dói. É necessário suspender o uso de lentes de contato por 48h para sua realização.
  • Curva diária de pressão ocular: este exame consiste na medição da pressão do olho em diferentes horários ao longo do dia e é necessário tanto para o diagnóstico quanto para o monitoramento de pacientes com glaucoma, uma vez que a pressão intraocular sofre oscilações nas 24 horas do dia. Podem ser feitas medidas de 2 em 2 horas ou 3 a 4 vezes ao dia, entre as 8 e as 18 horas.
  • Gonioscopia: é um exame de realizado na Lâmpada de Fenda que utiliza uma lente de contato especial para o estudo do ângulo da câmara anterior do olho, onde é realizada a drenagem do humor aquoso (líquido que preenche a câmara anterior do olho). O exame de Gonioscopia é fundamental para o diagnóstico e tratamento do glaucoma de ângulo fechado. É utilizado também para avaliar o ângulo da câmara anterior em pacientes com câmara rasa que precisam se submeter à dilatação da pupila, de modo a afastar o risco de glaucoma agudo.
  • Mapeamento de retina: é o exame realizado com o Oftalmoscópio Binocular Indireto, com o auxílio de uma lente. O paciente deve estar com a pupila dilatada. O aparelho não toca o olho do paciente e não dói, mas alguns pacientes sentem um pequeno desconforto com a luz emitida pelo aparelho. Este aparelho permite uma visão binocular e mais ampla do fundo do olho, permitindo a visão do vítreo, da mácula, do nervo óptico, dos vasos retinianos e de toda a retina, inclusive sua periferia. Este exame permite detectar várias alterações e doenças oftalmológicas, como: moscas volantes, doenças da mácula; doenças da coroide e da retina; glaucoma; uveítes; degenerações retinianas; descolamentos de vítreo e de retina; oclusões vasculares; tumores; infecções e hemorragias, dentre outras.  Possibilita também a identificação de alterações que podem acompanhar algumas intoxicações; doenças sistêmicas infecciosas; hematológicas; metabólicas e endócrinas; genéticas; reumatológicas; cardiovasculares e neurológicas, dentre elas a hipertensão craniana; a anemia falciforme; a AIDS; a retinose pigmentar; o lúpus; a hipertensão arterial, o diabetes e as metástases de tumores.
  • Microscopia Especular de Córnea: é o exame feito em um microscópio digital que irá registrar a imagem do endotélio (camada de células da córnea), aumentando-a em milhares de vezes. Assim, o médico consegue avaliar a quantidade de células presentes na região, o tamanho e formato destas células e se o endotélio é saudável. O exame é indolor e não há contato com o olho do paciente. É utilizado no pré e pós-operatório de cirurgias oculares; adaptação e acompanhamento do uso de lentes de contato; edemas corneanos; traumas; degenerações corneanas e acompanhamento de cicatrizes e opacidades da córnea.  
  • Paquimetria: é um exame que mede a espessura da córnea. Pode ser feito em qualquer paciente em que haja suspeita de alteração da espessura da córnea. É utilizado no pré e pós-operatório de algumas cirurgias oculares; no diagnóstico e acompanhamento do ceratocone e no diagnóstico e acompanhamento de pacientes com glaucoma. O conhecimento da espessura da córnea é importante na interpretação das medidas da pressão intraocular. 
  • Retinografia: é uma fotografia colorida do fundo de olho. Ela mostra a retina, a mácula, o nervo óptico e os vasos da retina como o médico vê quando faz o exame de “fundo de olho” ou “mapeamento de retina”. Este exame serve para documentar a retina para acompanhar a evolução de alguma enfermidade ou para comparação futura e ainda para mostrar e explicar para o paciente o que o médico viu durante o exame. Existem diferentes aparelhos que podem fazer a retinografia.
  • Teste de Schirmer: é um teste feito para avaliar se o olho produz uma quantidade suficiente de lágrima para manter-se bem lubrificado. É indicado para pacientes com suspeita de olhos secos e também como exame auxiliar no diagnóstico de algumas doenças reumatológicas. O teste consiste na colocação de uma tira de papel especial milimetrado nas margens das pálpebras inferiores. O paciente permanece com os olhos suavemente fechados e, após 5 minutos, as tiras de papel são retiradas. A avaliação da produção de lágrima é feita pela medida do papel filtro que ficou úmida. Os resultados podem ser: normal, olho seco moderado ou olho seco severo. O teste é feito pelo oftalmologista no consultório, não dói, mas alguns pacientes se queixam de leve desconforto.
  • Teste de sobrecarga hídrica: É um teste que tem por objetivo detectar picos de pressão intraocular, para diagnóstico e acompanhamento de glaucoma. O teste consiste da realização de medidas consecutivas da pressão ocular após a ingestão de 4 copos de água, em cinco minutos.
  • Tomografia de coerência ótica: A tomografia de coerência óptica – OCT é um exame que produz imagens das estruturas oculares com alta resolução e em três dimensões (3D), permitindo a observação de diversas camadas de tecidos oculares. É utilizada para o diagnóstico e acompanhamento do tratamento de doenças que causam alterações na retina, coróide, vítreo, mácula e nervo óptico, como por exemplo: glaucoma, retinopatia diabética, degeneração macular relacionada à idade – DMRI, buraco de mácula, edema macular, síndrome de tração vítreo-macular, membranas epirretinianas, dentre outras.   O exame é rápido, indolor e o aparelho não toca o olho do paciente. 
  • Ultrassonografia: este exame é indicado nos casos em que a opacidade das estruturas oculares dificulta ou impede a completa visualização das estruturas internas do olho e também para diagnosticar descolamentos de vítreo e retina.  Nos casos de lesões da córnea, cataratas, hemorragias do vítreo, dificuldade ou impossibilidade de dilatação da pupila o médico pode utilizar o ultrassom ocular para examinar as estruturas internas do olho e diagnosticar ou afastar patologias como: catarata, descolamento de retina ou vítreo, infecções, hemorragias vítreas, tumores, glaucoma congênito, dentre outros. É utilizado também para avaliar as estruturas oculares antes de cirurgias.